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Jornalismo: uma ciência nada exata

Médicos, cientistas e profissionais de inúmeras profissões na área de saúde trabalham arduamente todos os dias pelo bem-estar da população em geral e pela melhora da qualidade de vida de pacientes em tratamento ou pós-tratamento de inúmeras doenças. Eles fazem o papel deles e nós que estamos na posição de profissionais de Comunicação temos a missão social de difundir informações sobre prevenção, diagnóstico precoce, avanços no tratamento, políticas que visem o acesso da população ao que há de mais atual, dentre outros temas.

O foco aqui é o câncer. Uma doença tão heterogênea quanto à qualidade dos jornalistas. Com múltiplas facetas, o câncer não pode ser combatido por uma única fórmula. Com o jornalismo também não existe uma fórmula que o torne totalmente isento. Não se trata de uma ciência exata. Com este panorama, como difundir assuntos relacionados ao câncer praticando um bom jornalismo?

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 Opa! O que é um bom jornalismo? Sem reflexão prévia, ou seja, com uma visão bastante simplista, penso que seja noticiar os fatos com o mínimo possível de juízo de valor. Sim, com o mínimo possível, pois juízo de valor zero é impossível. Ao noticiar qualquer assunto o jornalista sempre trará um pouco de sua opinião, mesmo que o texto não seja caracterizado como pertencente ao gênero opinativo. É o jornalista quem hierarquiza os fatos no momento de construir um texto e este processo já é uma forma de opinar.

Pois bem, retomando o primeiro parágrafo, cabe aos profissionais de Comunicação saber, na melhor medida possível, noticiar os avanços da ciência e compreender que cada passo em busca do controle do câncer é importante, mas que o caminho até a cura é muito distante. Minha missão com este blog – e como jornalista – é buscar contribuir com a difusão da ciência, mostrando que o bom jornalismo é levar informação de qualidade para os mais diversos públicos, pois – por mais que o Jornalismo não seja visto por boa parte da sociedade como exemplo de credibilidade e, de fato, não é – é a única forma de uma gigantesca parcela da população ter acesso às informações sobre o câncer e, acima de tudo, a boa informação é valiosa. Boa semana!

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Blog do jornalista Moura Leite Netto, botonista amador, osasquense, são-paulino, torcedor também do Napoli, Lakers e Patriots e mestre e doutorando em Oncologia.

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